Carlos Gustavo Yoda

jornalista = comunicador de redes

Diga ao povo que fico!

No dia 18, o Zero Hora publicou uma nota afirmando que Gilberto Gil havia desistido de deixar o Ministério da Cultura e que continaria a missão de gestor das políticas públicas nacionais o setor. “Quando falei que ia sair do ministério, estava assustado porque era a segunda vez que teria de operar minhas cordas vocais”, disse o ministro.

O plano do governo Lula é de investir cerca de 4,7 bilhões de reais até 2010 PAC Social. Mas, mesmo assim no entendimento do ministro é pouco e algumas pautas estão sendo recolocadas na mesa. Em entrevista ao repórter Alex Rodrigues da Radiobrás, o ministro defendeu a reformulação da lei de incentivo à cultura via renúncia fiscal.

“É necessário corrigir mecanismos na lei que permitam o cumprimento da exigência de regionalização, do compromisso com a produção artística local”, disse Gil enquanto retornava de sua viagem de dois dias ao Amazonas. De acordo com o ministro, a legislação tem permitido, entre outras coisas, que as empresas invistam apenas em espetáculos e ações de grande visibilidade, em sua maioria, na Região Sudeste e ao longo do litoral.

“Isso tem de estar casado com a capacidade orçamentária do ministério. Para você transformar aportes que estão vindo de renúncia fiscal em aportes que venham diretamente do orçamento, através de uma lei de fomento à produção artística, é preciso uma melhoria do nosso orçamento. Com o atual, não podemos fazer isso.”

O ministro vai encarar o Congresso este ano com mudanças na atual Lei Rouanet. Enquanto o debate político não pega na mídia, O Estadão aproveitou para criticar o cantor na abertura do Festival de Verão de Salvador. Mas, se os Mesquitas não estão indo com a cara do ministro, os digitalizados estão. Vídeos do show do cantor com Ivete Sangalo estiveram no topo das paradas de acesso nos canais do YouTube no começo da semana. E do YouTube vem a novidade que recolocou Gil na imprensa nesta terça-feira.

O que atraiu O Globo, Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil e a cobertura tecnológica da web foi o empurrão de Gil (ou seriam os músicos que estão sendo empurrados) para a tendência aberta e livre da comunicação digital. Conforme os jornais, Gilberto Gil se tornou o primeiro artista brasileiro com um canal exclusivo no YouTube.

O presidente do Google Brasil, Alexandre Hohagen, afirmou que existem planos de criar outros canais de artistas brasileiros. “A idéia é que seja um canal democrático para que artistas mostrem seus trabalhos. Queremos ver artistas surgindo a partir do YouTube”, disse Hohagen na Folha.

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