Carlos Gustavo Yoda

jornalista = comunicador de redes

“Hello world!” (ou sobre a opinião pública publicada)

A mensagem das boas-vindas não vem de mim. Não saiu da minha cabeça. Mas já veio publicada. Aproprio-me do recado do cérebro eletrônico: “Welcome to WordPress.com. This is your first post. Edit or delete it and start blogging!“. Todo cuidado é pouco, mas entendi que seria desperdício deixar aquela mensagem xoxa como a minha primeira carta ao mundo. Portanto, edito.

Não é a minha primeira carta, mas é minha primeira experiência consciente do uso do blog para outras propostas além da construção de um veículo. Outros sonhos e imagens e conexões me fazem acreditar que essa era digital que se populariza permite a livre apropriação da sociedade ao direito à comunicação, fundamental para a diversidade cultural.

Imagino que o assunto deveria ser há tempos a pauta e a prática daqueles que carregam o discurso democrático, na radicalização de seus propósitos, de participação da sociedade. No entanto, as vozes da democracia insistem no distanciamento das massas de gente do poder de voz, por medo, e com a fabricação do medo, interpretado como respeito.

O homem caranguejo de hoje sai da ribeira para namorar no parque de diversões da grande rede. Seu sonho é a ilusão. A mesma que nos contamina. A mesma dos malucos pretos todos fardados que bateram em outros pretos, quase brancos. Mas que são pretos. Todos pretos quanto aqueles da Fundação Casa de Jorge Amado, na reitoria da Universidade Federal da Bahia, que recepcionam a todos como estrangeiros na Pelô.

São os mesmos que não estavam no Fórum Internacional: Mídia, Poder e Democracia. Afinal, de qual democracia estamos falando? A minha? eu, branco, homem, paulistano, jornalista? Não poderia ser sem me questionar, e sem ser questionado. Represento a opinião pública publicada. E não quero representar ninguém, cada um conta a sua história.

Para isso o blogue, a ponte que me conecta com o outro. O outro, o desconhecido. O outro conectado, e a luta pelo direito à comunicação, a expressão. A descoberta, o contar de histórias de minha vida jornalismo, que não se desliga de minha vida militante, do marido amante, um transeunte fazedor dos dias em que faremos contato.

1 Comentário»

  Mr WordPress wrote @

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